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Bem-estar

Atitudes que ajudam a blindar a imunidade das crianças

Saúde da Criança | 18/03/2019 10h 33min

Há um ditado muito conhecido que mostra bem o que é ser mãe: “ser mãe é padecer no paraíso”. Quem não conhece este ditado ou quem nunca ouvir falar nele? Isso tudo porque toda mãe sofre pelo possível sofrimento do seu filho, principalmente quando chega a hora de sair de casa e ir para creche ou escola. É nessa hora que a criança começa a ter contato com outras crianças e, inevitavelmente, contrai algumas doenças, como gripes, resfriados, dores de ouvido e viroses. Basicamente sai um desses males e uma semana depois já aparece outro.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, essa frequência de adoecimentos das crianças acontece, principalmente, nos pequenos de até dois anos de vida, porque eles têm um sistema imunológico ainda imaturo. E olha que as vacinas e o aleitamento materno ajudam – e muito – a fortalecer essa imunidade.

Ainda assim, seu organismo não está pronto para tamanha exposição, até porque, antes de ter contato com outras crianças, seu convívio era basicamente com os pais e familiares mais próximos. É só o pequeno trocar brinquedos com outras crianças para entrar em contato com vírus e bactérias e pronto: ele está em terreno fértil para o desenvolvimento dessas doenças comuns na infância.

Mas os especialistas afirmam que alguns cuidados podem ajudar a barrar essas doenças, ou fazer com que se desenvolvam de uma forma mais branda, aumentando a imunidade dos pequenos. Por outro lado, os médicos são categóricos em afirmar que é preciso proteger as crianças, mas não a ponto de colocá-las em uma redoma. Pois, ao tentar protegê-las demais, seu organismo não conseguirá construir as próprias defesas naturais.

 

Cinco atitudes que ajudam a blindar a imunidade das crianças

Amamentar

  • A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno como fonte de alimentação exclusiva a bebês até seis meses de vida. Isso porque o leite materno possui os nutrientes essenciais que são a matéria-prima para a construção da imunidade dos bebês. Após esse período, o leite materno deve ser alternado com alimentos in natura como frutas, além dos legumes, verduras e carnes cozidos.

 

Vacinas

  • Elas são fundamentais para o fortalecimento do sistema imunológico dos bebês e das crianças, principalmente no primeiro ano de vida. Porém, os reforços das primeiras vacinas não podem ser deixados de lado, pois as doses extras são as responsáveis por deixar as crianças imunes a doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche, gripe e febre amarela, entre outras.

 

Alimentação

  • Os nutrientes presentes nos alimentos vão ajudar a fortalecer o sistema imune. Frutas, verduras, legumes, além de carne, frango, leite e ovos contêm vitaminas e minerais que ajudam a blindar o funcionamento das células de defesa do organismo das crianças. O preparo desses alimentos também deve ser observado. Dê preferência a verduras e legumes crus a cozidos, lavando-os muito bem, e quando precisar cozinhá-los, procure optar pelo vapor, e também evite que cozinhe demais e perca seus nutrientes. Prefira frutas e verduras não muito maduras, pois, com o amadurecimento, os nutrientes vão se perdendo. O ideal é que esses alimentos sejam consumidos inteiros ou em pedaços. Quando batidos, algumas vitaminas são eliminadas.

 

Mãos sempre limpas

  • Manter a higienização das mãos é fundamental para as crianças, afinal, elas sempre levam as mãos para a boca, olhos e nariz, e dali as bactérias e vírus se proliferam para dentro do organismo. As mãos podem ficar contaminadas sempre que o pequeno brincar no chão, trocar brinquedos, ir ao banheiro... Por isso, depois dessas atividades e antes das refeições, é importante sempre lavar as mãos.

 

Sono tranquilo

  • Os especialistas são unânimes em afirmar que uma boa noite de sono ajuda a criança no seu desenvolvimento, descansa, revigora e também auxilia a fortalecer a imunidade. Lembrando que a privação do sono libera cortisol – hormônio do estresse —, que diminui a imunidade. Por isso, informe-se com o pediatra e peça orientações sobre a quantidade de horas ideais de sono que são indicadas para a faixa etária do seu filho.

 

Redação: Maria da Paz Sabino com Ministério da Saúde, Portal Saúde Brasil e Sociedade Brasileira de Pediatria.

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