Bem Vindo à Agência da Saúde - 03 de Dezembro de 2020 - 09:07

Bem-estar

Casamento e Rotina

Psicologia | 00/00/0000 00h 00min

Com o passar do tempo, os vínculos, como modo geral, sofrem altos e baixos e tropeços naturais que os colocam a toda prova. A intensidade ou frequência dos conflitos e desavenças impulsiona o casal a se perguntar: Será que vale a pena seguir em frente?
 
No começo tudo é sensacional. Sentem-se que nasceram um para o outro, e estavam predestinados a envelhecer juntos. Vivenciam uma história de amor maravilhosa, um conto de fadas. Mas ultimamente alguma coisa não vai bem? Antes estavam muito unidos, mas agora, às vezes, enormes distâncias os separam, abismo e silêncio... “queixam-se homens e mulheres em relação a seu casamento.
 
Questionamentos como estes são cada vez mais frequente em consultórios de terapeutas de casais. Alguns casamentos encontram-se nesta encruzilhada, que parecem ter entrado em um vale sombrio que os impulsiona a se perguntar: O que é que está acontecendo conosco? Nossa relação realmente funciona e é satisfatória?
 
Brigas frequentes. Dificuldades sexuais. Rotina e aborrecimento. Relações nocivas. Expectativas diferentes. Conflitos domésticos. Perante essa realidade, o dia a dia de muitos casais costuma oscilar entre o céu e o inferno, entre avanços, retrocessos e contradições, que os confundem e lhes dificultam  ver sua situação e tomar decisões.
 
É preciso decidir o que fazer e o quanto antes. Mas as coisas não costumam ser muito claras. Quais são os problemas de fundo que nos afetam? A solução é seguir em frente e corrigir o rumo, ou não resta outro remédio do que seguir cada um seu próprio caminho?
 
Como resolver os problemas  conjugais
 
A solução depende de cada situação, uma das táticas mais eficazes para esclarecer e sair do problema é ter em vista as opções disponíveis, analisar cuidadosamente a realidade vivida pelo casal, em vez da que ele gostaria de ter ou a que teve alguma vez. É preciso comprovar se a relação significa o mesmo para os dois; pode ser que para um haja a equivalência entre a estabilidade e compreensão, enquanto para o outro seja sinônimo de paixão, aventura, viver o dia. O casal precisa ter um objetivo em comum para que possam compartilhar juntos. 
 
Questões como os problemas de comunicação, as desavenças sexuais, a falta de estímulos e a rotina enfrentada por todos os casais, costumam ser resolvidas e corrigidas sem necessidade de se chegar à separação.
 
Para decidir se vale a pena continuar com a relação ou convém terminá-la, seria aconselhável fazer algumas perguntas:
 
Estou disposto a fazer todo o possível para resolver os conflitos? Se eu puser fim à relação terei possibilidades de estabelecer um novo vínculo sentimental com outra pessoa? A deterioração da relação se deve mais a motivos práticos de convivência que a razões emocionais, como a falta de amor, carinho ou paixão? Os benefícios de continuar com a relação superam seus custos? Antes de romper o casamento, deve-se tentar solucionar os problemas, podendo a relação sair reforçada.
 
Finalizando, os problemas do casal se devem à rotina e ao aborrecimento, é preciso saber que depois do estado de graça inicial, ou paixão, que dura de cinco meses a dois anos, costumam surgir a rotina e o tédio. Fazer mutuamente pequenas surpresas e continuar descobrindo as facetas do outro, podem ser bons remédios para a apatia e a inapetência.
 
Ana Paula Moraes
Psicóloga
Crp 14/03172-6  
 

Fonte:   -

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