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Bem-estar

O que você deseja? A psicóloga Crislaine Ruffato aborda sobre esse assunto para você

Psicologia | 07/02/2019 14h 20min

CRISLAINE RUFFATO I Psicóloga e Psicanalista I CRP 18/02865

Em uma autorreflexão, com que frequência você descontenta-se? A verdade é que em certos momentos perdemos tanta energia reclamando, que não conseguimos enxergar nada além dos problemas, se preocupando com o que os outros nos fizeram ou estão fazendo, e assim deixando de se haver com os próprios desejos e realização destes. Em algumas circunstâncias, a reclamação nos permite assegurarmos os nossos direitos, seja para defendermo-nos ou proteger-nos; ou ainda sinalizar uma relação direta com a insatisfação, com algo que não está como desejamos, ou como queríamos que acontecesse.

Podemos relacionar isto como uma forma para expressar nossas emoções, pensamentos e angústias, na intenção de se sentir melhor. Porém, a repetição de um discurso em que a queixa da insatisfação seja constante, se dá um movimento destrutivo, podendo gerar um prazer no desprazer, prevalecendo um investimento no que não se quer, ao contrário do investimento sobre o que realmente se quer. Na própria reclamação é revelado e comunicado que existe o desejo de algo, que se está insatisfeito, o que é a melhor forma de provar que esse desejo existe. E que desejo é este?

Para se ter consciência do que se deseja, é necessário lidar com o que nos incomoda e gera desprazer. É importante que revisemos o que em nós são idealizações, pois quando se transforma o outro naquilo que supostamente acredita que ele seja (ou deveria ser) para que possa ser aceito, negamos o que sentimos e permanecemos aprisionados no sofrimento e no medo. O medo de sentir aumenta o medo e a solidão, e se recusando a si e ao outro sobreviver se torna mais importante do que viver.

Nos conhecer é de extrema importância, pois aquilo que em nós é desconhecido nos rouba força. Conhecer o que nos tirou forças, pode se tornar o meio de que precisamos para fazer pontes e acessar o desejo. Podem ser grandes as fantasias que nos impedem desejar, onde nos impomos em lugares que se quer existem, e até mesmo responsabilizamos o outro e a nossa volta por nossas escolhas e nossos sentimentos.

Para prosseguir é necessário ver a história que tivemos que ressignificar, e até mesmo romper com processos para à história que queremos construir para nós. A esperança é efeito de trabalho emocional realizado. Sem trabalho emocional não nos diferenciamos, não avançamos, repetimos a mesma queixa.

 

CRISLAINE RUFFATO
Psicóloga e Psicanalista
CRP 18/02865

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