Bem Vindo à Agência da Saúde - 26 de Novembro de 2020 - 00:20

Bem-estar

Surtos de ansiedade imotivada podem ser síndrome do pânico

Saúde mental | 00/00/0000 00h 00min

A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade comum, afetando milhares de pessoas no mundo inteiro. Altamente incapacitante em suas formas mais graves, a condição se caracteriza por surtos ansiosos recorrentes, sem qualquer explicação lógica.

Os ataques de pânico são caracterizados por uma intensa sensação de medo, de súbito aparecimento e sem qualquer causa aparente. Para além dos sintomas psíquicos, os surtos podem vir acompanhados de inúmeros sinais físicos, como palpitações, taquicardia, sudorese, tremores,  sensação de sufocamento, dor no peito, desconforto gastrointestinal,  vertigem ou desmaio, sensação de estranhamento em relação ao ambiente (conhecida como desrealização) ou despersonalização (sensação de não estar conectado com si mesmo), medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, formigamentos, calafrios ou ondas de calor.

Segundo modernos estudos, de 2 a 4% da população terá sintomas de transtorno do pânico em algum momento de suas vidas. O mal, entretanto, ainda é subdiagnosticado, e, muitas vezes, confundido com males físicos, devido aos sintomas experimentados. Porém, por se tratar de uma condição psíquica, a doença não está associada a qualquer alteração orgânica.

Como todas as enfermidades mentais, o transtorno é bastante incompreendido, sendo muitas vezes associado a falhas no caráter, ou tem subestimada sua real gravidade. Com isso, muitos pacientes deixam de buscar auxílio médico, o que pode contribuir para o agravamento da condição.

Na maioria dos casos, o tratamento envolve o uso de ansiolíticos, associados a terapias cognitivo-comportamentais. O uso da medicação sem o devido tratamento psicológico é pouco efetivo, e os sintomas regridem tão logo a medicação seja suspensa.

O transtorno é frequentemente acompanhado de agorafobia, caracterizada pelo medo intenso e irracional de lugares abertos. O paciente, por temer ter surtos em público, passa a evitar esses locais, tornando-se, no mais das vezes, recluso. Nestes casos, o tratamento envolve, para além da medicação apropriada, a exposição controlada a situações que causem pânico.

 

Fonte:   -

Veja também

Guia da Saúde

Encontre um profisional de saúde pela especialidade, nome ou cidade.