Bem Vindo à Agência da Saúde - 25 de Junho de 2019 - 01:59

Nutrição

Dicas para evitar que a criança engasgue

Prevenção | 15/04/2019 16h 36min

O engasgo de crianças é uma das situações que mais assusta os pais. Também chamado de engasgamento, é mais comum em crianças menores de 4 anos pelo fato de terem as vias aéreas superiores (formadas pelo nariz, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia) pequenas e também porque, nesse período da infância, o hábito de colocar objetos na boca é mais acentuado. Agrava a situação o fato de que os pequenos não controlam a mastigação por não possuírem os dentes molares, importantes para a trituração de alimentos.

Mas nem sempre é um alimento sólido ou um objeto que causa o engasgo. Há casos em que o bebê engasga com o leite materno, que se torna um corpo estranho no sistema respiratório.

Há dois tipos de engasgo:

 

Parcial

Quando ainda passa um pouco de ar, mas não a quantidade ideal. A criança pode tossir e esboçar sons.

 

Total

Quando as vias respiratórias estão completamente obstruídas e, com isso, a criança tem falta de ar importante, não consegue falar, nem tossir e costuma ficar com os lábios e até com as unhas arroxeados.

A situação é considerada uma emergência pelo fato de que pode levar a criança à perda de consciência e até à morte por asfixia.

 

Como agir em casos de engasgos

Embora a primeira reação dos adultos diante de um engasgamento costuma ser o desespero, os pediatras reforçam a importância de se manter a calmo e saber agir com rapidez para ajudar a criança a expelir o alimento ou objeto que está causando o sufocamento.

A técnica ensinada em cursos de primeiros socorros para o desengasgamento é a Manobra de Heimlich, criada pelo médico norte-americano Henry Heimlich.

  • Em pé, a pessoa que está prestando o socorro deve ficar atrás da criança engasgada e, com as mãos abaixo das costelas, sobre o diafragma, logo acima do umbigo, realizar compressões de dentro para fora e de baixo para cima, vigorosamente, até a criança soltar pela boca o alimento ou objeto que impedia sua respiração.
  • No caso de um bebê menor de um ano engasgado, a atitude correta é o adulto, sentado, colocá-lo sobre as pernas segurando em seu queixo com uma das mãos, mas com a cabeça um pouco mais inclinada para baixo. Com a outra mão, ele deve bater cinco vezes seguidas com vigor nas costas, seguida de cinco compressões no peito até que a criança desengasgue.
  • Se as manobras não surtirem efeito, chame o atendimento de urgência, mas mantenha os procedimentos até o socorro médico chegar. Um alerta importante é para nunca tentar usar os dedos para retirar o objeto da garganta da criança, pois a atitude poderá empurrá-lo ainda mais fundo, piorando a situação.

 

Veja alguns cuidados importantes para evitar que as crianças engasguem:

  • Às crianças menores de quatro anos, ofereça alimentos amassados e com as fibras desfiadas.
  • Evite dar a elas alimentos com risco potencial para aspiração, como salsicha, balas duras, amendoim, milho, feijão, castanha, nozes, pedaços de carne, pipoca, chiclete e peixes com espinho.
  • As crianças devem ser alimentadas sentadas no cadeirão, quando bebês, ou à mesa. Se elas comem andando ou correndo, podem ficar com o alimento na boca, sem que os pais percebam.
  • Supervisione sempre a alimentação das crianças, mesmo as que são maiores e sabem comer sozinhas.
  • Esteja atento às crianças mais velhas. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos mais velhos oferecem objetos ou alimentos perigosos para os menores.
  • Sirva os alimentos em pedaços bem fininhos e, desde cedo, ensine a criança a mastigá-los bem antes de engolir.
  • Mantenha fora do alcance de crianças pequenas itens como moedas, bolinhas de gude, botões, balões de borracha, canetas com tampa removível e brinquedos com peças pequenas e indicados como inadequados para a faixa etária do seu filho.
  • Não vista as crianças pequenas com roupas que contenham botões fáceis de sair, broches ou detalhes em feltro que podem ser descolados das peças.

Fonte:   ONG Criança Segura, Sociedade Brasileira de Pedia

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