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Nutrição

Dietas da Moda: aliadas ou vilãs no tratamento e prevenção da obesidade?

Nutrição | 16/04/2019 09h 53min

KATYA BENEDETTI - NUTRICIONISTA - CRN1/9051

 

“Somos uma cultura em busca da dieta perfeita, e como prova disso há uma porção de pessoas infelizes e inseguras por aí. Precisamos repensar, retomar uma abordagem simples, mas somos distraídos e seduzidos por promessas de resultados rápidos e milagrosos. Perdemos peso rapidamente, voltamos a engordar, então partimos para outra solução mágica”. 

Atualmente percebemos que, embora os temas nutrição e alimentação estejam cada vez mais em alta, com informações cada vez mais acessíveis e a ciência em constante evolução, persiste uma visão restrita e dicotômica do “saudável e não saudável”, na qual o prazer em comer é muitas vezes associado à culpa. Esse contexto NÃO promove a mudança de comportamento e NÃO torna as pessoas mais saudáveis. O crescente aumento dos índices de doenças crônicas, transtornos alimentares e obesidade justificam essa afirmação. 

O grande atrativo das dietas da moda é a promessa de perda de peso rápido, o “milagre” em que as pessoas esperam encontrar. No entanto, diante deste contexto, advém a má notícia: estudos mostram que esse peso subtraído é basicamente água e massa muscular, principalmente quando estas dietas são feitas por conta própria ou por profissionais não aptos a prescrevê-las. Então, o peso na balança reduz, mas a gordura permanece. Isso é facilmente observado em consultório durante avaliação antropométrica, onde a principal queixa é a flacidez resultante do processo e o tão temido efeito platô. Em outras palavras, o ponteiro da balança se mantém estático, mesmo que o corte de calorias siga firme, pois ao isto porque ao se perder massa muscular o seu gasto energético diminui, tornando assim o processo mais lento e difícil. 

No meio de tanta informação a respeito de dietas, nos esquecemos que, historicamente, pessoas comem por diversas outras razões que não as necessidades biológicas. Comida também é prazer, comunidade, família, espiritualidade, relacionamento com o mundo natural e também é expressão de nossa identidade. A partir do momento em que os seres humanos começaram a fazer refeições em conjunto, comer passou a fazer tão parte da cultura quanto da biologia. Portanto, cabe a nós, profissionais Nutricionistas, identificar qual é realmente o problema, os anseios de nossos pacientes, o contexto social em que vivem, seus hábitos e prazeres, propondo mudanças realistas e duradouras. 

É preciso ensinar a comer de forma racional sem proibições e restrições desnecessárias, avaliando e respeitando as individualidades bioquímicas de cada um. O bom profissional deve trabalhar a mudança de comportamento frente aos alimentos, deixando de lado conceitos de alimentos bons ou ruins e pensar em equilíbrio. Essa é a chave para chegar ao objetivo. O caminho muitas vezes é longo e demorado, por isso, é necessário paciência e ter em mente quanto tempo levou para ganhar peso. O paciente deve entender que a redução é proporcional ao tempo que levou para ganhar peso e que um novo hábito não se formará da noite para o dia. 

 

KATYA BENEDETTI
NUTRICIONISTA 
CRN1/9051

Formada em 2007 pela Universidade do Vale do Itajaí – Itajaí/SC. 
Especialista em Nutrição Clínica e Metabolismo.
Pós graduanda em Nutrição e Metabolismo na Prática Esportiva.
Pós graduanda em Nutrição Funcional com ênfase em 
Ortomolecular e Fitoterapia. 

66.99972-1246
katyabenedetti@gmail.com

CLÍNICA STTATO
66.3532-0549 | 98403-8106

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