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Nutrição

Super alimentos: será que realmente são tudo isso?

Nutrição | 11/10/2016 08h 57min

Mari? Longo Nutricionista

Se existe uma coisa que todos nós precisamos fazer todos os dias e que disso depende toda a nossa futura geração, isso é: se alimentar. Todos os dias, em horários pré-definidos, ou não, onde quer que estejamos, temos que comer, certo? Mas há uma distância muito visível entre se alimentar e se nutrir bem.

Entenda que comer é diferente de nutrir seu organismo. A resposta encontramos nas ruas, onde 50% dos brasileiros estão com sobrepeso ou obesidade (IBGE, 2016). Na internet, a busca desesperadora por uma luz que leve ao caminho da calça número 36 é gigante. Por isso, a cada dia vemos notícias de alimentos que quase nunca temos em nossa mesa e que por um detalhe se torna o melhor alimento do mundo.

 

Querem exemplos? Gojiberry: a frutinha que ninguém conhecia e de uma semana para outra custava o dobro e estava em todos os mercados convencionais e naturais. Linhaça: uma semente nobre, nem tão incomum assim, mas por ser fonte de ômegas, se tornou um grande aliado na luta contra o colesterol ruim. Batata doce: uma raiz muito conhecida da culinária brasileira, rica em amido, carboidratos de baixo índice glicêmico, que promete secar as gordurinhas indesejadas.

Há ainda o Inhame: outra raiz muito comum em algumas culturas, onde faz parte até do café da manhã (por que não?!) e se cria um prato rico em nutrientes essenciais. Chia: uma pequena semente que de molho em água cria uma gelatina poderosíssima que auxilia no controle da diabetes e por que não, a se livrar das gordurinhas abdominais.

Óleo de coco: esse é o queridinho das dietas atuais, se encaixa em tudo: no peito de frango grelhado, nas vitaminas, nos legumes refogados, no ovo mexido e até no café puro. Abacate: a fruta mais odiada das dietas, rica em gordura e calorias. Por muitos anos foi deixada de lado pela lipidofobia (medo da gordura presente nos alimentos) e hoje é coroada a fruta mais nutritiva da década.

É incrível que quando paramos para analisar todos esses super alimentos, vemos que eles nada mais são do que os alimentos que sempre estiveram nas prateleiras de mercado, nas feiras, no sitio da família, mas por algum preconceito fixado há anos, ficamos com medo ou simplesmente os ignoramos.

A reflexão que quero deixar é que deveríamos sempre ter todos esses alimentos disponíveis, nem que fossem consumidos 1 vez por semana, mas que fossem! Abacate, ovos, lentilha, feijão branco, cará, inhame, quiabo, couve…  Todos esses alimentos deveriam estar na mesa do almoço, e não a lasanha congelada da propaganda. Percebe que sempre há uma desculpa para que o fácil entre primeiro?  “Não tenho tempo”, “não sei cozinhar”, “tenho preguiça” e por aí vai. Mas quando surge a notícia de que mingau de aveia no café da manhã emagrece, você corre no primeiro mercado para garantir o seu, não é?

Repense sua alimentação, você precisa dela todos os dias e é dela (e somente dela) que conseguimos garantir a vitalidade e a qualidade da nossa futura geração. Lembre-se que seu corpo é formado de celulas, que precisam de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras para funcionar. Seu corpo funciona com nutrientes e não com remédios. Uma frase que traduz muito o que quero dizer vem do filósofo Hipócrates: “Faça do seu alimento o seu remédio”. O contrário não funciona.  

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