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Saúde

​Dra. Silviani Branger: Vamos falar sobre o Câncer de Mama?

Saúde | 26/03/2019 18h 10min

Dra. Silviani Branger - Mastologista - RQE 4193

O Câncer de Mama é o câncer invasivo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. É responsável por aproximadamente 28% de todos os tipos de câncer diagnosticados nas mulheres e tem o maior índice de mortalidade nessa população.

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o ano de 2016 eram esperados  57.960 casos novos  de câncer de mama no Brasil. Entre as regiões brasileiras o Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidências da doença, ficando o estado do Rio de Janeiro com o maior índice, 91 casos/100 mil mulheres, seguido do Rio Grande do Sul, registrando 90 casos/100 mil mulheres.

Observa-se  um aumento no número  de casos de câncer de mama em todas as faixas etárias, sendo esta uma tendência mundial. Esse aumento se deve, provavelmente, ao maior acesso da população aos sistemas de saúde, possibilitando que mais diagnósticos sejam feitos; ao processo de envelhecimento da população e a mudança no estilo de vida feminino, observada nas últimas décadas.

O surgimento da pílula anticoncepcional, na década de 60, e a entrada da mulher no mercado de trabalho, alterou o perfil reprodutivo, acarretou maior estresse a elas, bem como maior ocorrência de depressão e ansiedade no gênero feminino. Ficando as mulheres, então, mais expostas aos fatores de risco comprovadamente relacionados com o aumento do Câncer de mama.

 

Conhecendo os fatores de risco
Chamamos de fatores de risco condições que aumentam a chance de se desenvolver uma doença. Em relação ao câncer de mama , temos fatores relacionados ao estilo de vida, fatores hormonais e reprodutivos e fatores genéticos /hereditários, conforme relacionados na tabela a seguir:

Fatores ambientais e comportamentais

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição a radiação

 

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação antes dos 12 anos
  • Última menstruação após os 55 anos
  • Não ter tido filhos
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Não ter amamentado
  • Uso de anticoncepcionais
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa

 

Fatores genéticos e hereditários

  • Casos de câncer de mama na família
  • História familiar de câncer de ovário
  •  História familiar de câncer de mama em homens
  • Alteração genética nos genes BRCA1 e BRCA2

 

Conhecendo os sinais e sintomas
Os sinais e sintomas do câncer são variados e muitas mulheres podem ter câncer de mama sem apresentar nenhum sintoma. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar seu médico.
O autoexame das mamas deve ser realizado alguns dias após o período menstrual, quando as mamas estão menos inchadas. Para as mulheres que já estão na menopausa o autoexame pode ser feito em qualquer época do mês. No autoexame você poderá encontrar:

  • Nódulo fixo, endurecido, geralmente, indolor.
  • Pele da mama vermelha, inchada ou parecida com casca de laranja.
  • A mama pode apresentar uma área de retração ou o mamilo pode estar invertido.
  • Nódulo aumentado na axila.
  • Saída de secreção pelo mamilo, geralmente transparente ou sanguinolenta.

 

Vale lembrar que embora os fatores de risco aumentem a chance de se desenvolver a doença, a presença de um ou mesmo vários desses fatores, não são determinantes para que a doença ocorra. 
Cabe ressaltar que a maioria dos nódulos que aparecem na mama são de caráter benigno, no entanto, ao perceber um nódulo ou alguma destas alterações, o médico deve ser procurado rapidamente para que as dúvidas sejam esclarecidas.

 

Por que e quando realizar mamografia?
Na luta contra o Câncer de mama, o tempo é fundamental!  Quando o diagnóstico é feito no início, a chance de cura pode chegar a 95%, já nos estágios mais avançados da doença esse número cai para menos de 30%. A mamografia é o exame de escolha para o diagnóstico precoce, podendo detectar formas precursoras e iniciais do câncer de mama. Ela consegue reconhecer tumores menores que 1cm, quando eles ainda são impalpáveis, reduzindo assim a mortalidade pela doença. 

 

A Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia recomendam a realização de mamografia anualmente em todas as mulheres  a partir dos 40 anos. A falta de informação e conscientização sobre o câncer de mama ainda  é um dos fatores que impede que mais mamografias sejam feitas e mais diagnósticos precoces sejam realizados. Entre nesta luta conosco, compartilhe essa ideia e previna-se contra o câncer de mama!

 

Dra. Silviani Branger 
Mastologista - RQE 4193

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo 
Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazaré (HMINSN)
Residência Médica em Mastologia pela UFRR.


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