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Saúde

AVC: causas, sintomas e tratamentos

Prevenção | 04/05/2020 09h 25min

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato.


Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes:

•    AVC hemorrágico.
•    AVC isquêmico.

 

Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:
•    fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
•    confusão mental;
•    alteração da fala ou compreensão;
•    alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
•    alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
•    dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
 
O que é um AVC isquêmico
O AVC isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

 

O que é um AVC hemorrágico
O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

 

Quais os principais fatores de risco para desenvolver um AVC?
Existem diversos fatores que aumente a probabilidade de ocorrência de um AVC, seja ele hemorrágico ou isquêmico. Os principais fatores causais das doenças são:
•    Hipertensão;
•    Diabetes tipo 2;
•    Colesterol alto;
•    Sobrepeso;
•    Obesidade;
•    Tabagismo;
•    Uso excessivo de álcool;
•    Idade avançada;
•    Sedentarismo;
•    Uso de drogas ilícitas;
•    Histórico familiar;
•    Ser do sexo masculino.

 

O que causa o AVC hemorrágico?
O AVC hemorrágico tem como causa, principalmente, a pressão alta descontrolada e a ruptura de um aneurisma. No entanto, também pode ser provocado por outros fatores, como:

•    Hemofilia ou outros distúrbios coagulação do sangue;
•    Ferimentos na cabeça ou no pescoço;
•    Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;
•    Arritmias cardíacas;
•    Doenças das válvulas cardíacas;
•    Defeitos cardíacos congênitos;
•    Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;
•    Insuficiência cardíaca;
•    Infarto agudo do miocárdio.

 

O que causa o AVC isquêmico?
O AVC isquêmico se divide em quatro subgrupos, com causas distintas:

•    AVC isquêmico aterotrombótico: provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose), provocando a oclusão do vaso sanguíneo ou formação de êmbolos. 
•    AVC isquêmico cardioembólico: ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração.
•    AVC isquêmico de outra etiologia: é mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue.
•    AVC isquêmico criptogênico: ocorre quando a causa do AVC isquêmico não foi identificada, mesmo após investigação detalhada pela equipe médica.

 

Como prevenir o AVC?
Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC e de outras doenças crônicas, como câncer e diabetes. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, dependem apenas da pessoa e são os principais para prevenir essas doenças.
•    Não fumar;
•    Não consumir álcool;
•    Não fazer uso de drogas ilícitas;
•    Manter alimentação saudável;
•    Manter o peso ideal;
•    Beber bastante água;
•    Praticar atividades físicas regularmente;
•    Manter a pressão sob controle;
•    Manter a glicose sob controle.
 
A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

No âmbito da rede pública de saúde, o Ministério da Saúde investe em ações para a promoção da saúde como o Programa Academia da Saúde, que trabalha práticas corporais e atividade física por meio da implantação de polos. Há também o Guia Alimentar para a População Brasileira, que dá orientações sobre os cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada, evitando o desenvolvimento de doenças crônicas, como o AVC.
 

Para complementar o Guia, foi lançada a publicação Alimentos Regionais Brasileiros, que divulga a variedade de alimentos no país e orienta as práticas culinárias, estimulando a valorização da cultura alimentar brasileira. Ainda sobre alimentação e nutrição, a pasta lançou o Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados com a meta de tirar 28.562 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020. Com esta ação, espera-se que haja a redução em 15% os óbitos por AVC e 10% por infarto.
 

Diagnóstico do AVC
O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral. Tomografia computadorizada de crânio é o método de imagem mais utilizado para a avaliação inicial do AVC isquêmico agudo, demonstrando sinais precoces de isquemia. 
Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência estão:
•    Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura.
•    Checar a glicemia.
•    Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos.
•    Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado.
•    Administrar oxigênio, caso a pessoa precise.
•    Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante.
 

Tratamento e reabilitação do AVC

O tratamento do AVC é feito nos Centros de Atendimento de Urgência, que são os estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC. Essas unidades de saúde disponibilizam e realizam o procedimento com o uso de trombolítico, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico.

A reabilitação pode ser feita nos Centros Especializados em Reabilitação (CERS). A melhor forma de tratamento, atendimento e reabilitação, que podem contar inclusive com medicamentos, devem ser prescritos por médico profissional e especialista, conforme cada caso.

Fonte:   Ministério da Saúde

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