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Saúde

Doença de Parkinson: saiba mais sobre esta doença com as explicações do neurocirurgião Dr. Aurélio Steglich

Saúde | 07/02/2019 14h 55min

Neurocirurgi?o Dr. Aur?lio Steglich - CRM MT 4560

 

A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente, que acomete indivíduos acima dos 50 anos de idade. Tem caráter progressivo e até o momento não tem cura. A sintomatologia motora clássica da DP são: tremor em repouso, rigidez muscular, lentidão de movimento e modificações de postura e equilíbrio, e inicialmente se apresentam de modo unilateral.

Os sintomas não motores comuns que podem anteceder os motores, são: constipação intestinal, depressão e redução da capacidade olfativa (hipo ou anosmia). Alguns pacientes, especialmente aqueles em fase avançada, podem apresentar os chamados bloqueios motores ou congelamentos. Os pés tendem a permanecer aderidos ao solo, sem que o paciente consiga se deslocar.

O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico, mas o exame de imagem como Tomografia e Ressonância auxiliam quando há suspeita de formas parkinsionismo vascular, secundário a traumatismo craniano, hidrocefalia e tumor cerebral. Uma vez feito o diagnóstico de DP, intervir farmacologicamente parece fazer a diferença na evolução da doença. Não existe uma fórmula pronta e acabada para se estabelecer um tratamento padrão para cada fase da doença, assim como não há esquema terapêutico “certo” ou “errado” para o parkinsoniano. Cada paciente deve ter sua necessidade individualizada para, depois, se estabelecer um plano de tratamento.

O tratamento cirúrgico pode ser feito com cirurgias ablativas (talamotomia, palidotomia e subtalamotomia) ou estimulação cerebral profunda (deep brain stimulation- DBS). Hoje em dia, praticamente não se indica mais cirurgia ablativa, visto que esses procedimentos não podem ser feitos bilateralmente e devem ser evitados em pacientes com declínio cognitivo evidente. O DBS tem boa indicação em pacientes com esquemas farmacológicos otimizados e que apresentem flutuações e distúrbios motores incapacitantes.

Não há, até o momento, uma forma conhecida de prevenção da DP. A solução definitiva virá quando for possível utilizar medicamentos ou procedimentos que impeçam o processo de morte celular, combinado com à neurorrestauração com células produtoras dos neurotransmissores deficientes.

O médico realizará o tratamento individualizado, fazendo uso de fármacos e de uma equipe multidisciplinar, que auxiliará na melhora a qualidade de vida do paciente e facilitará o trabalho do cuidador.

 

Dr. Aurélio Steglich
Neurocirurgião 
CRM MT 4560   

Natural de Ijuí/RS, é formado em Medicina pela 
Universidade de Passo Fundo/ RS, desde 1999. 
A escolha pela especialidade aconteceu ainda na faculdade. 
O fascínio, o desafio constante e o desejo de fazer o melhor, 
despertou interesse pela Neurologia e Neurocirurgia.

Realizou Residência Médica no Hospital São Vicente de Paulo - Passo Fundo/RS, 
com término em 2004. Sua trajetória foram de 12 anos em Ijuí/RS, vinculado 
ao Hospital de Caridade da mesma. A receptividade pelos colegas da cidade 
de Sinop foi fundamental para permanecer e elaborar um trabalho baseado 
em evidências científicas e compromissado com o paciente.

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