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Saúde

Doença Inflamatória Pélvica. Saiba mais sobre essa doença com as explicações da Dra. Andrea de Paula

Saúde | 26/03/2019 18h 18min

Dra. Andrea de Paula | Ginecologia-Obstetr?cia | CRM-MT 4021 | RQE 1596

A Doença Inflamatória Pélvica é uma inflamação do útero, trompas e ovários, que pode também atingir o peritônio. É a complicação mais comum das infecções cérvico-vaginais e acomete grande número de mulheres em idade fértil. É uma das principais causas de dor pélvica (dor no abdome inferior) na mulher, levando a complicações graves se não tratada de forma correta, como dor pélvica crônica, infertilidade e gravidez ectópica (fora do útero).

 
 
Quais são os sintomas da Doença Inflamatória Pélvica?
 
Pode se apresentar ou não com corrimento vaginal amarelado de odor fétido, dor no abdome inferior, dor na região lombossacral, dor durante a relação sexual, sangramento pós relação sexual, distúrbios na menstruação (desde sangramento fora do período menstrual, sangramentos prolongados, mudança no padrão da menstruação), aparecimento de cólica menstrual em pacientes que não as tinham ou aumento da intensidade da cólica em pacientes que as possuíam, e sintomas urinários pela própria contaminação do canal urinário (ardência ao urinar que vai e volta, dificuldade de urinar, aumento da frequência urinária, urgência urinária). Quando ocorre contaminação urinária pode levar a síndrome de Reiter (dores nas articulações dos dedos das mãos e dos pés, punhos, quadris, joelhos e tornozelos). Febre, dor no fígado e náuseas ou vômitos, acompanhados de sintomas gênito-urinários, sugerem Peri-hepatite (síndrome de Fitz-Hugh-Curtis). Existem também quadros clínicos pouco sintomáticos ou sem sintomas.
 
 
Como é feito o diagnóstico da Doença Inflamatória Pélvica?
 
O diagnóstico é feito por uma história clínica e exame físico detalhados, associados a exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia transvaginal. É preciso baixar o limiar diagnóstico, devido aos casos pouco sintomáticos, sempre descartando outras doenças.
 
Como é feito o tratamento da Doença Inflamatória Pélvica?
 
O tratamento é feito com a associação de antibióticos, por se tratar de uma doença polimicrobiana, e um bom comprometimento do casal junto ao tratamento (os dois são tratados), porém não existe um esquema ideal e infalível, sendo adequado acompanhamento e complementação antibiótica, quando necessário.
 
 
Quais são as sequelas da falta de tratamento adequado da Doença Inflamatória Pélvica?
 
As sequelas da falta de tratamento adequado são graves: dor crônica durante a relação sexual, gravidez tubária, infertilidade, abortamento e sangramento com anemia.
 
 
Concluindo
 
Assim como qualquer doença, a Doença Inflamatória Pélvica depende de um diagnóstico e tratamento adequados para prevenir sequelas e não interferir na vida sexual e reprodutiva da mulher. A hipótese de Doença Inflamatória Pélvica deve ser considerada em qualquer mulher em idade fértil, sexualmente ativa, que se apresente com sintomas gênito-urinários.
 
Lembrando que prevenir ainda é o melhor tratamento: manter as consultas ginecológicas em dia, pois diagnóstico e tratamento precoce previnem as complicações.
 
Falando em prevenção, não poderia deixar de falar em prevenção do câncer de colo do útero, tema exaustivamente debatido no congresso de doenças do trato genital inferior 2017, tamanha sua importância:
 
A recomendação da FEBRASGO (Federação brasileira de ginecologia e obstetrícia) para vacinação contra a infecção pelo HPV é para mulheres de 9-45 anos e homens de 9-26 anos. Sem HPV não tem câncer de colo de útero e a vacina diminui a incidência de câncer de colo do útero por proporcionar anticorpos de defesa contra os tipos- HPV 6,11,16,18. A produção de anticorpos é maior na população de 9-14 anos.
 
No SUS, a campanha é para meninas 9-14 anos e meninos de 11-13 anos, estendendo-se em caráter temporário até os 26 anos. 
 
 
Dra. Andrea de Paula
CRM-MT 4021 | RQE 1596

Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso – 2002.
Fez Residência em Ginecologia-Obstetrícia HUJM-UFMT – 2004.
Especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) – 2005.

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