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Univida

Idosos, com todo o respeito!

Univida | 12/11/2016 20h 17min

O número de idosos no Brasil e no mundo não para de crescer. Em 2040, serão mais de 55 milhões apenas no nosso país. O dia 1 de outubro, quando é comemorado o dia dos idosos, é uma boa data para refletir: será que não está mais do que na hora de repensar o papel dos velhinhos na sociedade e como lidamos com eles?

Os idosos (pessoas com 60 anos ou mais) têm direito a algumas facilidades para garantir maior cuidado com sua saúde que, pelo passar dos anos, se torna mais frágil. Isso é, em linhas gerais, um dos muitos princípios do Estatuto do Idoso, criado em 1º de outubro, data que passou a ser comemorada como o Dia do Idoso. É por isso que eles têm benefícios como atendimento preferencial em qualquer estabelecimento e assentos reservados no transporte público, por exemplo.

E tem mais. De acordo com o texto, o direito à saúde, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária dos idosos depende - e é obrigação - do governo, sim, mas também de toda a sociedade e da família.

Você certamente têm avós, tios e tias mais velhos ou até bisavós na sua família, não? Como é sua relação com essas pessoas? Como os trata?

VOVÔ SUBINDO EM ÁRVORES?!

Com o avanço da idade, todo mundo vai perdendo algumas habilidades porque o corpo fica mais fraquinho. Você sabe muito bem disso e é fácil imaginar porque seu avô nunca vai propor brincar de corrida, escalada ou de pegador...

Por outro lado, ainda que seja óbvio que os mais velhos não têm a mesma força de antes, muitos adolescentes e crianças se esquecem de que a memória e a audição deles também já não é a mesma de 30 anos atrás. Resultado: perdem a paciência com facilidade e destratam os idosos, às vezes, sem perceber. Hoje em dia, paciência não é uma virtude facilmente encontrada e, com eles, essa falta de respeito costuma ser ainda maior.

Qual é o problema de falar um pouco mais alto ou de repetir o que você já disse? Não dá trabalho, não paga, não demora e, além disso, dar tratamento diferenciado a eles é uma questão de respeito. Assim como é uma questão de respeito por parte dos adultos respeitar a sua condição de criança.

Pois é. Quando deixar de ser criança, essas condições privilegiadas de ter o almoço pronto sem precisar cozinhar, ter roupa passada e lavada sem ter que pôr o pé na área de serviço ou na lavanderia e receber milhares de agradinhos e cafunés vão desaparecer. São privilégios muito ligados à sua idade. Da mesma forma, quando for idoso, você terá outros benefícios. Tomara que as gerações que virão saibam respeitá-los.

QUANDO VOCÊ FICAR VELHINHO...

De acordo com o Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil terá 55,5 milhões de idosos em 2040, ou seja, eles serão praticamente três (2,7) a cada dez pessoas. Essa é uma tendência mundial. Na América Latina, entre os anos 2000 e 2025, o número de idosos passará de 40 milhões para 96 milhões.

Isso significa que você vai viver muitos e muitos anos. Há quem diga que chegará o dia em que as pessoas vão viver 150 anos. Dessa forma, você também corre o risco de se sentir sozinho, alguns dias, por não ter com quem conversar. Imagine-se daqui a 60 anos! Nessa época, as crianças estarão brincando com outros videogames e vão gostar de assistir ao que você já não tem mais idade para gostar. Como vai ser?

Parece triste, né? E não se iluda. Esse tipo de problema não pode e não será resolvido por tecnologia nenhuma como muitas pessoas pensam que acontecerá com outros problemas. Essa questão será solucionada com um processo bem mais barato (ufa!) a partir da construção de uma cultura diferente. Por exemplo, se você trata bem os mais velhos, seus irmãos, primos, amigos, colegas, enfim, todos à sua volta vão enxergá-lo como um modelo, os mais novos vão crescer cercados por exemplos como o seu e certamente vão seguir a mesma fórmula.

À medida em que isso se tornar comum, natural, quando chegar a sua vez de ser velhinho, vai ser a coisa mais normal do mundo a integração entre gerações, as conversas, trocas de experiências, a curiosidade de saber como eram as coisas no passado e as diversões e atividades que todos possam ter juntos.

É legal aprender uma receita nova com a vovó, ver um filme com o vovô, confeccionar algum presentinho para eles, ajudar com alguma atividade como cuidar da horta, ler um livro que eles leram quando eram mais novos. Lembre-se de ser gentil e ouvir com boa vontade as histórias de senhoras e senhores mais velhos. Isso não só vai fazer um bem danado para eles, como para você também, acredite.

Fonte:   http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/

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